terça-feira, 9 de novembro de 2010

Bavária Premium




Já que falamos das cervejas premium e super premium no post anterior, vamos falar de uma cerveja que está nessa categoria.

A Bavária Premium é uma cerveja que é produzida desde 1877 (gostaria de saber se era designada "premium" desde sempre ou passou a ser "premium" quando passou a usar os tais cereais não maltados em sua fórmula que, no caso, deu origem à Bavária Clássica - inversão de valores?) e puro malte segundo informações de seu rótulo.

De fato, possui sabor mais agradável que sua irmã "clássica" e parece mais bem produzida. Com aroma lupulado e leve amargor na boca, é uma opção interessante para o dia a dia, uma vez que seu preço não é exorbitante, R$ 1,29 no Mundial, onde comprei.

É uma cerveja que luta pelo mesmo lugar ao sol que Bohêmia. A primeira é da Femsa (leia-se Heineken), a segunda é da Ambev (a poderosa).

Qual a melhor?

São cervejas, de fato, do mesmo patamar custo x benefício. A Bavária Premium me lembra um pouco a Gold, também da Femsa e um pouco mais bem trabalhada que essas duas, na minha opinião.

A Bohêmia tem um malte mais aparente.

Vai do gosto do cliente. Digo mais, vai do gosto do momento. O importante é, não sejam fechados. Um dia podemos querer uma coisa e, logo depois, outra.

É uma cerveja interessante e acessível.
Aliás, diz no rótulo, "obra-prima do mestre cervejeiro". Eu aposto que o Mestre pode se empenhar um pouco mais.

domingo, 31 de outubro de 2010

Cervejas premium já representam de 4% a 5% do mercado



Em reportagem de hoje na Folha de São Paulo online, foi anunciado que o mercado nacional de cervejas premium está em plena expansão.

No mercado, você já deve ter notado a guerra das cervejarias e como baixou o preço de cervejas como a Bohemia, Stella Artois, Heineken, Devassa (as antigas). Bem como a aparição de cervejas novas ditas super premium como a Colorado, Therezopolis, Paulista, etc.

Pois é, tudo isso é fruto desse mercado que está embalando de vez. O Brasileiro tá afinzão de experimentar coisa nova e... boa.

O salário aumentou, muita gente ascendeu da classe D para C e isso permitiu alguns luxos. Quem não pode viajar, talvez possa pelo menos, beber uma cerveja melhor.

Para quem quiser ler a reportagem na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/823142-em-alta-cerveja-premium-fatura-r-300-mi-setor-ja-representa-4-a-5-do-mercado.shtml




sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Cerveja Ravache Gold [Pilsen/Lager]


A Ravache Gold é um produto da cervejaria Guitts que, segundo seu rótulo e uma simpática etiqueta em forma de tulipa anexada à garrafa, é produzida conforme a lei de pureza alemã de 1516. Também diz ser elaborada com a água da Serra dos Cristais, maltes importados e lúpulos aromaticos.
Vamos combinar, cerveja não é um produto caro no apanhado geral e se traz essa indicação de lei de pureza, ou seja, água, malte e lúpulo somente, então vale à pena provar.

Sua garrafa de R$600ml custou R$3,99 no Mundial aqui no Rio e eu resolvi dar uma chance a essa cervejaria.

Por que dar uma chance.

Uma vez provei a Guitts normal. Putz, sem sacanagem, foi a pior cerveja que já coloquei na boca! Ela não precisava ser engolida para sentir seu aroma e gosto de plástico queimado! Ainda bem que foi só uma latinha e jogar seu conteúdo pelo ralo da pia não seria um desperdício de dinheiro. Só temi pelo ralo!

Mas vamos lá porque estamos falando da Ravache Gold.

Na taça apresentou-se como um líquido dourado vigoroso e com espuma abundante de média carbonatação. (esse parêntese é uma edição: na segunda vez que a derramei na taça, a espuma mostrou-se mais cremosa e com bolhas menores, pode ter sido, portanto, o sabão que levei o copo que deu aquele primeiro resultado. No entanto, continua indo embora rapidamente)
 Porém, não duradoura como a média carbonatação poderia supor. Detalhe que em sua embalagem é descrita como "espuma superior".
Seu aroma é claramente de malte e alguma coisa do lúpulo. Agradável.
Seu gosto é maltado no início e com lúpulo amargando no retrogosto. Em princípio fiquei bastante apreensivo se esse amargor não era o tal plástico queimado "aromático" da Guitts, mas não. É algo da cerveja mesmo. Acho que tentou-se algum equilíbrio entre malte e lúpulo para que os dois pudessem sobressair. Enfim, algo que cada um perceberá de uma maneira.

Vejo muitas pessoas recusando-a por ser uma cerveja que, entre um gole e outro, deixa um certo amargor na boca, mas a mim não incomodou muito.

Por R$3,99 a garrafa de 600ml, dá pra tomá-la de vez em quando, enquanto alguma outra melhor não estiver em promoção.

domingo, 15 de agosto de 2010

"Stellão" para os íntimos!!

A Ambev mandou pro mercado uma nova embalagem de Stella Artois, a cerveja belga mais consumida no mundo - são 985ml!!

Sabemos que a Stella não é a melhor belga do mundo, mas é algo bem mais interessante do que as cervejas da própria Ambev, portanto, vale à pena. Comprei aqui no Rio por R$ 4,98 no supermercado Mundial.

Estou também sabendo que em um primeiro momento essa nova ver~soa só está à venda no Rio, SP e Porto Alegre. Em breve teremos no resto do país.

Só para efeito de comparação de custo x benefício, a embalagem de 600ml de Heineken costuma ser vendida entre R$3,60 a R$6,00 em mercados por aqui.

Já deu para perceber que isso é efeito da briga entre cervejarias e quem está lucrando com isso, somos nós.

Saúde, meu povo e vamos tomar uma!

sábado, 26 de junho de 2010

Cerveja Venezuelana? Polar Light - "Cerveza Ligera"


Consegui umas cervejas da Venezuela!! Agora vejam o que é a globalização!
Pois bem, vamos ver o que os amigos de lá andam tomando, né?!
A Polar parece ser o que aqui a gente tem às pencas, cerveja de alto consumo. Seu slogan já deixa bem claro, "cerveza ligera".
Só por isso não estava esperando muita coisa.
E ainda bem, a Polar venezuelana é uma cerveja com pouquíssimo aroma e sabor. É difícil saber se falta mais malte ou mais lúpulo e é fácil constatar que faltam os dois.
"Mas é refrescante?", perguntariam alguns. É, mas água gelada é bem mais!

Ela pelo menos não apresentou nessas duas latas que tomei cheiro de ovo podre e nem de metal. Já sai por isso na frente de muitas nacionais. Mas convenhamos, o que nivela por baixo é Copa do Mundo. A gente pode querer uma cervejinha melhor.

Posso apostar que na Venezuela tem cerveja melhor.

Abraços.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Kaiser Bock, por onde andas?

Friozinho batendo na janela, aquele estereótipo batendo na mente> Frio = vinho. Não necessáriamente. Existem uma gama enorme de possibilidades de cerveja para o frio. Todas bebem-se geladas, mas o corpo de cada uma delas dá sensação diferente quando bebemos.
Aqui no Brasil, já temos algumas opções bem interessantes. Mas não será agora que eu despejarei nosso menu de variedades para escolhermos uma.

Quero simplesmente saber por onde anda a Kaiser Bock.
Cerveja surgida por aqui (pelo menos no RJ) lá pelo início da década de 90 com propaganda "invernal" (perdão pelo trocadilho) e que de repente minguou. Em SP a Kaiser tem uma entrada mais fácil com sua pilsen e pode ser que seja mais fácil achá-la em suas variedades por lá. Convenhamos que a pilsen da Kaiser está abaixo do esperado para qualquer cerveja assim como estão a Brahma (cerveja oficial da Copa!!), Antártica e Skol. Mas a realidade seja dita, sua bock era muitíssimo interessante. O lance é que o nome KAISER já afasta nossos melhores bebedores propagandistas. Repito mil vezes: BEBEMOS PROPAGANDA!!!! Se travestirem uma Kaiser Bock de Antártica Bock, geral vai se amarrar!

Aqui no Rio, só a encontramos para venda em varejo. Um barzinho, uma padaria, uma vendinha. Não encontro mais uma caixa disponível no mercado. Alguém viu? Me diga onde.

Malte medianamente tostado, coloração avermelhada, aroma de malte evidente e uma espuma maravilhosamente cremosa e intensa. De fato, uma bela cerveja.

Garçom, desce outra por favor!!

domingo, 2 de maio de 2010

A Bavária e sua fama em testes cegos

Salve amigos,
hoje vamos falar um pouco sobre essa cerveja de massa da FEMSA (Heineken agora pelas entrelinhas) que tem a seu favor um dado no mínimo curioso: É uma campeã, digamos assim, em testes cegos realizados com as marcas de massa.
Para nossa compreensão aqui, marca de massa são cervejas baratas, produzidas com os tais "cereais não maltados", blá blá blá. Ou seja, não são premium e nem puro malte, ok?

Em testes cegos realizados pelo excelente site Brejas para essa categoria de cervejas a colocam sempre nos primeiros lugares. A Bavária, ou Bavária Clássica agora, desbanca cervejas mais famosas como a Skol, Antáritca e Brahma (In Ambev), todas elas com maiores investimentos que as lourinhas da FEMSA. No entanto, seu marketing a deixa atrás de marcas mais $$$famosas$$$ e consequentemente sua popularidade cai bastante.
Há o mito também de que essa cerveja dá mais dor de cabeça do que aquela. Isso ocorre inclusive entre as cervejas Ambev, quando um pouquinho mais de acurácia deixaria nítido que, o que causa mais ou menos dor de cabeça é a quantidade de álcool que se ingere sem a reposição de água no organismo. Outro mito, já batido é a questão da água. Qualquer pessoa com um pouquinho mais de informação também já há de saber que só existe uma única cerveja no mundo que utiliza-se da água em estado natural para sua fabricação, o restante das cervejarias tratam suas águas e esse processo já é acessível às grandes cervejarias. (A saber, essa cervejaria que não trata a água é uma belga ou tcheca, sei lá, esqueci. Enfim, não é no Brasil).

Não há de minha parte uma defesa exclusiva dessa ou daquela cerveja, mas um questionamento acerca da qualidade de cervejas mais presentes na mídia. O marketing serve para isso, fazer um produto aparecer. Mas não necessariamente mostra o que há de melhor e as cervejas artesanais estão aí exatamente para isso, não têm propaganda alguma e sabemos que são infinitamente melhores que as cervejas de massa.

Portanto, deem uma chance às suas dúvidas, dispam-se de certas certezas e procurem vocês mesmos fazerem seus testes cegos e deixar que suas bocas escolham suas cervejas, e não somente seus olhos.

A Bavária possui coloração um pouco mais escura que as demais, na temperatura correta de serviço de cervejas pilsen, não exala cheiro metálico nem de sulfatos e há um levíssimo toque frutado (bem leve, esse é o problema). É uma cerveja também produzida com milhos e arroz e sabe-se lá mais o quê, como qualquer outra de massa. Sua graduação alcoólica é 4,6% e se enquadra nas tipo american lager (pilsen).
Seu preço: R$ 0,79 no Extra (RJ).